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Como fazer o Planejamento em Saúde


Quando falamos em planejamento, nos reportamos a um serviço de preparação de um trabalho, de uma tarefa, com o estabelecimento de métodos convenientes, isto é o que está posto no dicionário da língua portuguesa enquanto significado de uma palavra. Assim, o planejamento é uma forma de intervenção intencionada e deliberada sobre determinada realidade, uma vez que tem a finalidade de alcançar resultados pré-determinados. O planejamento é composto por saberes e práticas dos mais diversos atores que se envolvem no planejamento ou estão envolvidos naquele planejamento que pode ou não afetar sua realidade, tornando-se tema prioritário nas ferramentas tecnológicas de gestão das sociedades, das políticas e das organizações. Desta forma, o planejamento é conhecido como um instrumento de atividades governamentais, uma vez que está diretamente ligado a formulação de políticas, especialmente as políticas setoriais.

Gestão e Planejamento em Saúde

Em todos os processos de gestão, o planejamento é crucial para o alcance de metas e resultados condizentes a eficiência e efetividade de um processo de trabalho, uma vez que busca organizar, coordenar e controlar as organizações e os processos de trabalho, regulando ações e definindo metas para obter maior resolutividade e eficiência em cada processo de trabalho.

O planejamento em Saúde, diferentemente do planejamento em outros setores, tem a premissa do cuidado, porque está diretamente envolvido em ações de cuidados preventivos e paliativos de usuários do Sistema de Saúde. O Planejamento em Saúde tem como premissa que o conhecimento produzido no decorrer das ações, possibilitem novas formas de compreensão e ação em saúde, tendo o usuário, suas necessidades e singularidades individuais e coletivas como o eixo central deste processo. Isso significa, construir um instrumento de planejamento que tenha definido claramente os princípios e diretrizes que orientam o processo de formulação de políticas, práticas institucionais e processos de trabalho, orientadores do processo de planejamento em saúde, e não obstante, da programação e da avaliação em saúde. Neste viés, defende-se a realização de um instrumento de planejamento que seja participativo em todos os níveis, contando com a participação efetiva e gestores, trabalhadores e usuários.

O Planejamento em Saúde é um instrumento de gestão, de orientação, de discussão e de busca efetiva por resultados eficientes, uma vez que é planejado com base nas realidades locais e regionais, definindo ações com base nas realidades singulares dos indivíduos e/ou coletividades. É um instrumento que desenhamos no presente, com pretensões futuras de objetivos alcançados. Entretanto, precisamos incorporar que o futuro é incerto e indeterminado, para isso a capacidade monitorar e avaliar sempre, para se preciso for, REplanejar.

Quando nos dispomos a planejar, estamos certos de que pretendemos modificar. Para tal, precisamos saber qual realidade vamos modificar, e quem são as pessoas e lugares que se envolvem nesta modificação, e principalmente, se estão dispostas a modificações. Por isso precisa ser participativo. A partir daí, no planejamento, formulamos estratégias para incidirmos sobre tal realidade, a fim de alterá-la de fato, de modo que o plano não seja uma idealização, e sim um instrumento de concretização. Para tanto, precisa ser elaborado e instrumentalizado, de forma a conter clareza nos objetivos e nas metas, haja vista estarmos lidando com interesses sociais, profissionais e ainda com relações de poder.

FAZENDO UM DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DE SAÚDE DA POPULAÇÃO E DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

O planejamento e o gerenciamento de um sistema de saúde dependem de um conjunto de informações adequadas que orientem o planejador quanto às necessidades de saúde da população e a ordem de prioridade dessas necessidades, assim como da oferta de serviços existentes e sua capacidade de atendimento.

Essas informações devem expressar as diferentes características que evidenciam as condições de vida dessa população, sejam culturais, sociais, econômicas e epidemiológicas, e que são responsáveis pela geração de suas demandas de saúde.

Para que essa análise se viabilize, é necessário dispor de dados que sejam bastante específicos em relação aos diversos grupos populacionais que se pretende atingir. Essa tem sido uma tarefa difícil, pois os dados, normalmente, estão disponíveis nos municípios num grau de desagregação que não é o suficiente para permitir distinguir essas diferenças.

Dados demográficos e epidemiológicos coletados rotineiramente pelos órgãos oficiais, como das secretarias estaduais de saúde e do IBGE, nos dão, simplesmente, uma idéia genérica do perfil demográfico e epidemiológico em relação ao total de indivíduos. A crítica que deve ser feita aos resultados dessas análises, base de cálculo dos coeficientes e indicadores de saúde, é em relação à aparente homogeneidade de condições que se imputa a uma dada população e igualmente em relação às necessidades demandadas aos serviços de saúde. Esse fato vem “mascarar as desigualdades às vezes gritantes nas condições de vida e saúde da população, obstruindo a identificação de objetivos operacionais e alvos bem específicos”.

É possível conhecer a distribuição da população segundo nível de renda, idade, grau de escolaridade e causas de morte numa região da cidade. Podemos afirmar que essas informações compõem o perfil do universo dos indivíduos residentes naquele território? Sabemos que não.

Gestão em Saúde Pública

Até mesmo numa área PLANEJAMENTO EM SAÚDE 19 FAZENDO UM DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DE SAÚDE DA POPULAÇÃO E DOS SERVIÇOS DE SAÚDE A geográfica pequena como a de um bairro, por exemplo, é possível verificar a existência concomitante de favelas e de condomínios de luxo. Como podemos, então, concluir que as necessidades de saúde dessas pessoas possam ser semelhantes? Qual o impacto que terão as ações planejadas sob essa ótica? Estaremos desperdiçando recursos? E o nosso cliente, ficará satisfeito? Qual o saldo político da administração municipal? Responder a essas questões significa reconhecer a diversidade, o direito do cidadão a ter atendidas suas necessidades e, em relação aos serviços, a otimização dos recursos, a eficiência das ações.

Não devemos nos esquecer de que no setor da saúde gerenciamos recursos escassos para necessidades ilimitadas. Gerenciar esses recursos de forma adequada nos remete à responsabilidade de planejar adequadamente, de modo que os objetivos operacionais convirjam em direção à realidade sanitária dos cidadãos que utilizam esses serviços.

A Squadra Assessoria e Consultoria possui profissionais capacitados para prestar Assessoria e Consultoria em Gestão da Política de Saúde, voltada ao planejamento, gestão, avaliação e monitoramento das ações e serviços em saúde.

Esta empresa de consultoria, buscando superar a perspectiva restrita das teorias administrativas vem desenvolvendo análises que procuram ampliar e democratizar a gestão do SUS e vem discutindo a gestão participativa, alinhada ao controle social como forma de aprimorar o serviço e efetivar a democratização das Políticas Públicas.

Buscamos oferecer orientações referentes a empenhos, liquidações e pagamentos por fontes de recursos vinculados e recursos próprios, acompanhando os gestores nos processos de compra ou contratação de serviços. Busca-se também prestar assessoria aos gestores no que condiz a utilização de cada recurso financeiro vinculado, tanto estadual quanto Federal.

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